Show principal foi comandado pelo filho do homenageado, Arlindo Neto, e pelo levantador oficial do Caprichoso, Patrick Araújo
O Sambódromo de Manaus foi tomado pela emoção azulada na noite deste sábado (23), durante a comemoração dos 38 anos do Bar do Boi, um dos movimentos mais importantes da cultura bovina fora de Parintins. A edição deste ano teve um significado ainda mais especial: uma grande homenagem ao eterno “Pop da Selva”, Arlindo Júnior.
O evento reuniu torcedores, artistas e nomes históricos do Boi Caprichoso em uma noite marcada pela nostalgia, celebração e reverência ao legado deixado por Arlindo. O show principal ficou por conta de Patrick Araújo e Arlindo Neto, filho do homenageado, que conduziram um repertório repleto de clássicos que atravessaram gerações.
“Tenho certeza que vai ser uma noite emblemática. Fizemos um repertório que lembrasse bastante a trajetória do meu pai, juntamente com muitas toadas novas”, destacou Arlindo Neto, emocionado ao falar sobre a homenagem. O artista também revelou que sente a presença do pai sempre que sobe ao palco. “Esse é o pensamento que eu tenho: que ele está ali, pelos cantos, me acompanhando e me guiando”.
Entre as toadas mais marcantes do repertório de Arlindo Jr., Neto citou sucessos como “Candelabros Azuis”, Ritmo Quente” e “Saga de um Canoeiro”, músicas que ajudaram a consolidar a identidade do Caprichoso dentro e fora da arena.
Quem também falou sobre o legado do artista foi Patrick Araújo, atual levantador de toadas do boi azul. Para ele, carregar o posto ocupado durante tantos anos por Arlindo é motivo de honra e responsabilidade.
“Seguir os passos de Arlindo Júnior é uma felicidade e uma responsabilidade muito grande. Ele amou o Caprichoso até o fim da vida e deixou um legado gigantesco”, afirmou Patrick. Ao lembrar das músicas que mais remetem ao ídolo, ele destacou “Pássaro Sonhador”.
A homenagem também reuniu artistas que fizeram parte da trajetória do Festival de Parintins ao lado de Arlindo Jr. Um deles foi Renato Freitas, que relembrou momentos históricos vividos dentro da arena do Bumbódromo.
“Hoje nós somos o que somos porque o Arlindo começou tudo isso. Essa essência não pode morrer”, declarou Renato. O artista recordou ainda um episódio emblemático durante uma apresentação em Parintins, quando uma queda de energia exigiu improviso dos levantadores de toada e interação direta com a galera azulada.
Outro nome presente na celebração foi Júnior Paulain, que classificou a homenagem como “justa e necessária”.
Paulain também reforçou a dimensão histórica de Arlindo Jr. para o Caprichoso e para o festival. “Ele é o maior ídolo do Festival de Parintins. A comoção que ele gera até hoje mostra a grandeza da sua história”.
Além das apresentações e homenagens, a noite foi marcada pela forte participação da torcida azulada, que transformou o Sambódromo em uma extensão da arena de Parintins. Em coro, o público reviveu clássicos que marcaram épocas e eternizou, mais uma vez, a memória de um dos maiores nomes da cultura popular amazonense.






